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A perda irreparável de Marcelo Nunes: escritor, tradutor e editor deixa legado inestimável para a literatura

A perda irreparável de Marcelo Nunes: escritor, tradutor e editor deixa legado inestimável para a literatura

Por Redação •

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O cenário literário brasileiro foi profundamente abalado pela morte repentina de Marcelo Nunes, escritor, tradutor, editor e colaborador assíduo de veículos de imprensa, falecido no dia 30 de agosto, apenas duas semanas antes de completar 60 anos de idade. Ele deixou a esposa e duas filhas, além de uma vasta e respeitada trajetória dedicada aos livros, à tradução e ao rigor crítico na literatura.

Reconhecido por sua inteligência afiada e por um humor peculiar e sutil, Marcelo Nunes construiu uma sólida reputação no mercado editorial brasileiro. Além de sua atuação como tradutor experiente e ensaísta, ele se orgulhava profundamente de seu trabalho como editor da Nauta. Sua relação com a literatura era pautada por uma busca intransigente pela qualidade estética, o que se refletia em suas resenhas publicadas em importantes veículos culturais, como o jornal Rascunho e O Estado da Arte.

Colegas de profissão e amigos destacam que sua erudição vinha acompanhada de uma generosidade ímpar no trato com obras e autores. O editor Octávio Carmo prestou uma emocionada homenagem a Nunes, ressaltando a integridade de sua trajetória: “Permaneceste de pé perante o vento: o que deste à arte foi a escala exata da honestidade. Sempre algo mais firme do que a ideia que o mundo faz de si. Serviste a palavra sem a domesticar. As tuas escolhas não cederam, o teu rigor não se inclinou.”

A partida de Marcelo Nunes deixa um vazio imensurável entre leitores, escritores e editores que com ele conviveram, seja de forma virtual ou presencial. Contudo, a marca de seu trabalho rigoroso, sua paixão por autores como J. M. Coetzee e sua incansável defesa da beleza e da verdade na literatura permanecem vivas. Como bem pontuaram aqueles que o acompanharam, o que ele ergueu não desce com ele, subsistindo como memória perene na cultura nacional.


Fonte original: Jornal Rascunho


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